Como comunicar e criar uma relação com os filhos
Desde sempre, as crianças são um símbolo de criatividade, na realidade ainda sem formatações são livres para se exprimir.
É no período da gestação que começam as impressões e são estruturantes até aos 4 anos de idade, onde mais de 75% já estão impressas no inconsciente e fazem parte das reações inconscientes automáticas, que são decisivas no percurso de vida. Os padrões que transmitimos, juntamente com a carga de crenças e valores, através dos nossos comportamentos, atitudes e até os nossos sentimentos, na maior parte inconscientes irão influenciar o seu crescimento.
É muito importante os pais aprenderem a quebrar padrões e crenças, para não as transmitirem aos seus filhos, pois é fundamental criar uma relação saudável, sinergética, positiva, harmoniosa e assegurar uma boa estabilidade emocional.
A forma como nos relacionamos com os nossos filhos, é sem dúvida um dos fatores chave de estabilidade e bem-estar na vida. Alguns estudos apontam três regras básicas para uma comunicação e criação saudável com os nossos filhos, são elas:
1 – Seja uma referência inequívoca
Respeite o arquétipo, pais são pais e filhos são filhos, eles esperam que os pais lhe digam como quando e quem faz o quê. Dê-lhes direções pelo seu próprio exemplo, não só em palavras mas também em atitudes e apoio-os. Na realidade eles esperam direções, referências e apoio.
2 – Seja consistente
Se decidir algo, cumpra! Isto aplica-se a recompensas e castigos, não se deve porém exagerar, nem num caso nem no outro, para que assim seja cumprido o que foi decidido.
3 – Divirta-se com eles, seja amigo e acessível, mas não abandone o seu papel de pai/mãe
Os filhos precisam de experienciar uma vida, e quanto mais cedo o fizerem, melhor aprendem e menos dolorosas são as experiências.
Os filhos precisam de autonomia e responsabilidade, com o apoio familiar. Precisam de ser ouvidos e do nosso tempo, a técnica de comunicar com os filhos e crianças em geral, integra todos os aspetos como as crianças gostam de comunicar e como as regras são iguais para todos, eles sente-se ao mesmo nível dos adultos.
Se os filhos evoluírem mais que os pais, a sua função de progredir e aperfeiçoar a sua linhagem familiar foi cumprida, e pode felicitar-se por ter cumprido s seu papel de ligação entre gerações.
Ser bom pai/mãe é evoluir, ser humilde, tolerante e aprender a ser diferente!
Sandra Matos
