Porque Procrastinamos? – Sandra Matos
Os seus hábitos de procrastinação podem até, parecer estarem muito enraizados e, na verdade, eles provavelmente estão. Mas isso não significa que eles não podem ser alterados. Esqueça tudo o que já foi dito sobre a preguiça, a lentidão, a falta de aplicação e déficit de atenção. A procrastinação é sobre como pensamos. Mais especificamente, é sobre como nós permitimos que certos pensamentos se transformem em convicções verdadeiras.
Se somos procrastinadores de série, então teremos algumas crenças subjacentes que estão no caminho da ação, elas podem parecer inofensivas ou até mesmo admiráveis e, nalguns contextos, elas podem até ser úteis. Mas podem também, facilmente levar à paralisia, ou seja elas podem ser certas, mas no contexto errado.
Uma maneira infalível para obter soluções é desafiar a crença.
Conheça 4 crenças comuns que levam à procrastinação:
A PERFEIÇÃO:
“Eles devem ser perfeitos.”
“Devo fazê-lo perfeitamente.”
“Isto precisa estar certo.”
Muito pouco neste mundo é perfeito e, na maioria dos casos, é difícil saber exatamente como fazer corretamente. Se estamos confiantes de que podemos fazer o certo desde o início, então não pode ser muito desafiador, não é assim? De qualquer forma, uma solução pode estar mais perto do que é realmente o necessário.
A CERTEZA:
“Preciso de ter certeza que eu sei tudo sobre isto antes de começar.”
“Eu quero saber o resultado que vou ter antes de começar.”
“Eu preciso saber exatamente o que esperam de mim antes de me comprometer.”
Aqui a nossa intolerância à ambiguidade impede-nos de agir. Nós sentimo-nos expostos ou que as pessoas podem descobrir que somos impostores e nós decidimos que é mais seguro não fazer nada. Às vezes procuramos obter mais informações, mas com esta crença, é pouco provável que seja suficiente para tomar decisões. Se todos pensassem assim, não haveria, Picassos, livros, filmes ou novos medicamentos. Se precisa de jogar pelo seguro, não espere um lugar nos livros da história.
O APOIO:
“Eu preciso de uma ajuda.”
“Alguém deveria ajudar-me.”
“Tenho de conseguir algum apoio.”
Sente que precisa de obter uma segunda opinião antes de começar alguma coisa? Alguns de nós sentimos a necessidade de testar, para colaborar, consultar ou obter aconselhamento ou iniciar algo. Às vezes, isto pode ser a coisa certa a fazer, por exemplo, quando estamos a fazer algo que requer conhecimentos especializados. Mas, vamos ser honestos, a maioria das tarefas não. O nosso “perguntar” um conselho é um substituto para a ação. Podemos até estar à espera que as pessoas a quem nós procuramos um conselho vão fazer o nosso trabalho.Um pouco como uma criança pedindo ajuda com os seus trabalhos de casa, estamos à procura de alguém melhor do que nós.
IMUNIDADE DA FALHA:
“Eu não posso falhar. ”
“Eu não posso estragar isto.”
“Se isto der errado, eu sou um fracasso.”
A sensação de que somos propensos a falhar, não nos deixa agir. E assim não começar, fornece-nos imunidade de fracasso. Dispensar este pensamento é um grande passo, pois assim são as recompensas potenciais.
Qual é o seu conceito FRACASSO?
O fracasso não existe. Existe apenas resultados, positivos ou negativos. O destino é traçado através das nossas decisões. Nós estamos sempre a decidir, e esta decisão gera um resultado positivo ou negativo, mas isso não nos uns fracassados e sim uns aprendizes.
Ser resilente é aceitar o fracasso como semente para o sucesso futuro!
Sandra Matos
